A Transição para a Computação Digital (Pioneirismo em FORTRAN): A maior "obra" de Dorothy não foi um objeto físico, mas a salvaguarda de uma geração de profissionais. Quando a NASA adquiriu seus primeiros computadores eletrônicos (IBM 7090), ela percebeu que as "calculadoras humanas" se tornariam obsoletas. Antecipando-se, ela aprendeu sozinha a linguagem de programação FORTRAN e treinou toda a sua equipe. Graças a isso, ela liderou a transição do cálculo manual para a programação moderna na Seção de Programação da Divisão de Análise e Computação (ACD).
O Projeto Scout (Scout Launch Vehicle): Dorothy contribuiu tecnicamente para o programa Scout, um foguete de quatro estágios movido a combustível sólido, projetado para colocar pequenos satélites em órbita. Suas análises matemáticas foram fundamentais para garantir a confiabilidade desse veículo, que se tornou um dos "cavalos de batalha" mais bem-sucedidos da NASA.
Cálculos para o Projeto Mercury: Seu trabalho direto e a supervisão de sua equipe garantiram a precisão dos cálculos de trajetória para o Projeto Mercury, o primeiro programa de voos espaciais tripulados dos EUA. O sucesso do voo orbital de John Glenn em 1962 dependeu da infraestrutura de dados que Dorothy ajudou a implementar e operar.
Mentoria e Engenharia Social: Como uma das mentes mais experientes de Langley, Dorothy colaborou na elaboração de manuais de métodos algébricos para máquinas de calcular. Além disso, seu trabalho permitiu que engenheiras como Mary Jackson e matemáticas como Katherine Johnson encontrassem o suporte técnico e a validação necessária para suas próprias conquistas históricas.